terça-feira, 13 de setembro de 2016

O moço da moça do Fusca

A moça lavava o fusca
O moço a olhava ofuscado com sua luz
Ele dizia que a amava
Falava de coisas, geringonças
Inventava máquinas
Bichos e plantas que voam
Gostava das coisas que se transformam
Das que servem e das que não
Pegava o lixo e fazia uma transformação
Defendia frascos e comprimidos
Jardins e florestas deste mundo e do outro
O moço é um menino que no fundo é homem
Ou vice-versa
Conforme o verso
Do moço do mundo que ama e sorri
Que é triste porque está vivo
Porque vê.
Esse moço existe
Um moço no mundo.
Ele almoça com a moça
Sorri, pensa e sente.
Antes era nada
E aos poucos foi se agigantando
Cheio de planos de transformar o velho no novo
Um cientista maluco
Que arruma daqui e dali
Mora aqui no meu coração
Numa porção mágica, que num dia longínquo,

Eu bebi...

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