O moço da moça do Fusca
A
moça lavava o fusca
O
moço a olhava ofuscado com sua luz
Ele
dizia que a amava
Falava
de coisas, geringonças
Inventava
máquinas
Bichos
e plantas que voam
Gostava
das coisas que se transformam
Das
que servem e das que não
Pegava
o lixo e fazia uma transformação
Defendia
frascos e comprimidos
Jardins
e florestas deste mundo e do outro
O
moço é um menino que no fundo é homem
Ou
vice-versa
Conforme
o verso
Do
moço do mundo que ama e sorri
Que é
triste porque está vivo
Porque
vê.
Esse
moço existe
Um
moço no mundo.
Ele
almoça com a moça
Sorri,
pensa e sente.
Antes
era nada
E aos
poucos foi se agigantando
Cheio
de planos de transformar o velho no novo
Um
cientista maluco
Que
arruma daqui e dali
Mora
aqui no meu coração
Numa
porção mágica, que num dia longínquo,
Eu
bebi...
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